Criança, adolescente e tela : uso dos dispositivos digitais
Pensar sobre a infância nos dias atuais é também refletir sobre o impacto que as tecnologias digitais têm exercido na vida das crianças. O uso de celulares, tablets e outros dispositivos conectados à internet se tornou parte do cotidiano desde muito cedo, o que levanta questões importantes sobre o desenvolvimento infantil, o papel da família e os caminhos da educação.
Cada vez mais, é comum ver crianças muito pequenas com um celular nas mãos. Na maioria das vezes, essa prática serve como uma estratégia para acalmar ou distrair, principalmente quando os adultos estão sem tempo ou ocupados com outras tarefas. A tecnologia pode oferecer vantagens quando bem utilizada, mas o uso exagerado e sem supervisão pode trazer sérias consequências.
As crianças estão deixando de viver experiências fundamentais da infância: brincar ao ar livre, correr, se sujar, conviver com outras crianças, desenvolver a coordenação motora, a imaginação e a criatividade. Em vez disso, passam horas diante de uma tela. Quando esse aparelho é retirado, reagem com choro, agitação ou até crises de raiva, o que é um sinal de que esse uso excessivo pode estar criando dependência.
Outro ponto de atenção é o conteúdo disponível online. A internet está repleta de informações, nem sempre adequadas à idade das crianças. Muitas vezes, os pequenos são expostos a vídeos com violência, sexualização precoce ou conteúdos que geram medo e ansiedade. Isso pode afetar profundamente sua formação emocional, social e cognitiva.
O papel da família e do pedagogo nesse processo também merece destaque. A criança pequena não deve ter uso livre e irrestrito de celular ou outras telas. O acompanhamento adulto precisa ser constante, com horários definidos, conteúdos apropriados e presença ativa durante o uso. Cabe aos pais e educadores estabelecerem uma rotina equilibrada, onde o digital não substitua o real. O foco não está em proibir totalmente, mas em cuidar, orientar e garantir que a infância seja vivida com qualidade e afeto, dentro e fora das telas.
Como futuros pedagogos, temos o dever de pensar em estratégias dentro da escola que promovam o uso consciente da tecnologia. As telas podem ser estratégias pedagógicas poderosas, desde que usadas com critério, propósito e sempre respeitando as necessidades e o bem-estar da criança.

Exatamente, Witor e Rita, as crianças, cada vez mais, estão passando seu tempo em frente às telas e, consequentemente, deixando de realizar coisas de crianças, como brincar, correr, interagir com outras. Sendo que o brincar nessa fase, é indispensável para que no futuro, sejam cidadãos felizes, conscientes e responsáveis, e não tristes, rancorosos. No entanto, o papel familiar é essencial na criação de uma rotina que leve seu filho a aproveitar, de fato a infância.
ResponderExcluirAss. Alexsandro
Não concordo com isso, Alex. Não podemos generalizar! Eu por exemplo, todo dia vejo crianças correndo, brincando, andando de bicicleta, jogando bola, interagindo com a terra na pracinha perto de minha casa. Claro que sabemos que algumas crianças, por não ter mediação e fazer um uso excessivo da tela, tem apresentado alguns comportamentos preocupantes. Mas, essa não é a realidade de TODAs as crianças!
ExcluirExcelente abordagem Rita e Witor! As crianças deixaram de vivenciar momentos fundamentais, inclusive dentro de suas próprias casas. Não é incomum ver famílias cada vez mais isoladas umas das outras, trocando a convivência e o diálogo por interações virtuais, jogos e afins. Isso compromete os laços familiares, que são extremamente importantes para o desenvolvimento de uma criança.
ResponderExcluirTexto muito bem elaborado, interessante a abordagem de vocês. O uso excessivo de telas se torna um grande problema na infância, pois isso acarretará problemas maiores no futuro também. A criança estando em constante contato com essas telas, pode causar, como vocês falaram, a ansiedade, um problema tão "comum" nos dias atuais. Por isso, o nosso papel e dos pais é manter um equilíbrio, para que haja o uso consciente dessas tecnologias. Parabéns pelo texto!
ResponderExcluirRealmente, as telas estão cada vez mais no cotidiano das crianças, visto que na maioria das vezes de forma exagerada. Não é questão de comparação de infâncias, mas a atual está cada vez mais perdendo algumas experiências que a antiga geração viveu. O brincar na rua, o contato maior com os colegas, entre outras atividades. É uma questão que deve ser discutida justamente pelas consequências geradas no uso excessivo desses dispositivos digitais.
ResponderExcluirRita e Samuel, importante sinalizar, como abordamos em aula, que esse tema tem como ponto de partida o Guia elaborado pelo Governo Federal para apresentar uma resposta aos anseios da sociedade brasileira e, ao mesmo tempo, um passo importante para a construção de um ambiente digital mais saudável para as crianças e adolescentes brasileiros. Também abordamos em aula, que é preciso ter cautela e não generalizar, tal como vocês fazem aqui, ao sinalizar que "As crianças estão deixando de viver experiências fundamentais da infância: brincar ao ar livre, correr, se sujar, conviver com outras crianças, desenvolver a coordenação motora, a imaginação e a criatividade.". Pergunto: todas as crianças? Não vemos mais nas praças as crianças, brincando, correndo, andando de bicicleta, se sujando, desenvolvendo a coordenação motora, a imaginação motora, a criatividade e a imaginação? Considero que precisamos ter equilíbrio nesse debate. Concordo que a mediação é essencial, mas não podemos generalizar e considerar apenas os danos. Precisamos compreender que uma vez que crianças e adolescentes circulam pelo ambiente digital, é fundamental que a sua proteção está vinculada à regulação das plataformas (regras), à educação e empoderamento dos sujeitos adultos e infantojuvenis (pessoas) para lidar com as demandas desse contexto e ao desenvolvimento de experiências seguras e potentes (processos), como eixos estruturantes dos produtos/serviços disponíveis.
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